quinta-feira, 13 de junho de 2013

Letra M


M

Mandioca ( Aipim/Macaxeira):

Origem: A mandioca já fazia parte da alimentação de várias tribos indígenas na época do descobrimento do Brasil; é chamada de “pão dos índios”.
Tipos: Há, ainda, a considerar os seguintes tipos:
Vassourinha - pequena e fina, com miolo bastante branco - cozinha rápido e por igual; Amarela ou gema: com casca carnosa e miolo amarelado, que fica mais escuro quando cozida.; também cozinha rápido;Cuvelinha - fácil de ser cultivada, é uma das variedades mais apreciadas; Manteiga - pequena e bastante tenra, também tem um sabor muito agradável.
Modo de preparar:  A forma mais usual é cozinhar em água e sal; - Colocar a mandioca somente quando a água estiver fervendo; - Não tampar a panela, para que o ácido cianídrico desapareça. Tempo de cozimento: Quando a mandioca é de boa qualidade, bastarão, apenas, 15 ou 20 minutos.
Modo de consumir: à É um alimento bastante versátil, podendo ser usado também das seguintes maneiras:
Em forma de farinha; Frita (embora nunca se deva consumir frituras); Pão; Cuscuz; Polvilho; Tapioca; Xinxim de galinha; Virado à Paulista; Bolos e bolinhos; Torta; Pudim; Ensopado; Salada; Farofa; Purê; Sopa; Nhoque; Bobó de camarão (é um dos ingredientes mais importantes); Pirão; Paçoca; Polvilho Doce ou Azedo (com este, prepare-se o famoso pão-de-queijo mineiro); Tucupi (prato típico da Amazônia: água da mandioca + sal + pimenta + alho); Maniçoba (prato típico da Bahia, Norte e Nordeste; Vaca ou galinha atolada (oriundo de São Paulo, tem este nome, porque o alimento fica “atolado”, isto é, todo imerso na mandioca.
Valor Calórico: 100 gramas de mandioca cozida fornecem 119 calorias.
Indicação Terapêutica: Farinha: - Com ela, preparam-se cataplasmas para debelar abscessos, inflamações superficiais e até mesmo queimaduras leves; Raiz cozida: eficiente coadjuvante no combate a diarréias (torna as fezes mais rígidas); Mingau: recomendado para crianças, convalescestes em geral, e também para pessoas idosas.



 
Maxixe:
 
Origem: O maxixe é uma hortaliça originária da África que, ao chegar no Brasil em tempos coloniais, trazida pelos escravos, acabou tornando-se um ingrediente típico da culinária do Nordeste. O nome maxixe é originário da língua africana Banto. É da mesma família da abóbora, pepino, melão e melancia.
Modo de consumir: Cozido: fica delicioso, quando colocado na panela do feijão que está a cozinhar; Refogado: nesses dois casos, convém colocar o maxixe no final, evitando excesso de cozimento; Cru: em rodelas, com sal e limão – ideal, porque todos os nutrientes são mantidos intactos; Maxixada”: prato típico nordestino, em que o maxixe é cozido junto com outros alimentos, tais como carne, abóbora (jerimum), quiabo, tudo devidamente temperado; Salada: usando-se frutos mais verdes.
Indicação Terapêutica: Auxilia no combate e prevenção dos distúrbios da próstata; Diminui o depósito do mau colesterol; Acaba com aquelas manchas brancas das unhas; É bom coadjuvante de cicatrização de ferimentos diversos.
Valor calórico: 100 gramas de maxixe fornecem 5,1 calorias.
 
Milho Verde:
 
Origem: Embora muito apreciado pelos índios norte-americanos, o milho verde, na verdade surgiu na América do Sul.
Tipos: Verde; - Maduro; - Para pipoca; - Para canjica (ou munguzá).
Modo de consumir:
Verde: - Espiga completa: assada na brasa ou cozida; - Grãos podem fazer parte de saladas, ou como componentes de inúmeros pratos;
Maduro: - Matéria-prima para o fabrico de: - farinha; - óleo; - xarope; - fécula; - fubá; - pipoca; - pamonha; - curau; - cremes.
Valor calórico: 100 gramas de milho verde cozido fornecem 132 calorias. 
Indicação Terapêutica: Grande auxiliar do sistema nervoso; - Devido às fibras, melhora o funcionamento dos intestinos; - Aumenta a resistência orgânica. 
 
 
Mostarda:
 
Características: Fresca: Tem sabor bastante amargo, cujas folhas são confundidas com as do brócolis, tanto no tamanho como na forma; a maneira de distinguir, é observar o tipo de flores da mostarda (amarelas e que nascem da haste principal da planta);
Desidratada: Usada para fabricar um condimento, de sabor bem picante. É adicionada a vinho ou vinagre, e outros temperos, com sabor variando entre o extra-forte, suave e médio, bem como na cor, que poderá ser branca, negra ou marrom.
Modo de consumir: Ela pode ser consumida crua, bem picadinha, em saladas; - cozida; - em tortas; - em sopas; - em sanduíches, mas é preciso cuidado, quando misturar com outros alimentos, porque o seu sabor muito forte, pode sobressair.
Valor Calórico: 100 gramas, fornecem 31 colorias apenas.
Indicação Terapêutica:  Sua ação pode ser anti-séptica, digestiva ou desinfetante.
 


                         



segunda-feira, 10 de junho de 2013

Letra L


L

Lentilha:

Origem: É usada desde a Antigüidade, sendo um dos primeiros vegetais cultivados pelo homem e, ainda hoje, é muito apreciada, principalmente na Europa, Oriente Médio e Índia. Na região, onde hoje é a Síria, foram encontradas lentilhas em sítios arqueológicos, que datam de 9.200 a.C. a 7.500 a.C.
Tipos: Marrom, verde, amarela e vermelha (ou rosa).
Modo de consumir: Marrom: é servida quente ou fria, em salada, acompanhada de arroz ou com molho e massas; Verde: idêntica à lentilha marrom; Amarela: muito usada em pratos indianos; Vermelha: após cozinhar, fica com uma consistência mais cremosa, podendo ser usada em cremes, sopas, ensopados, cozida com arroz, em risoto, salada ou cozida.
Modo de preparar: Deixar de molho algum tempo antes de usar, no mínimo, por 6 horas ou por cerca de 12 horas.Convém aproveitar a água em que ficou de molho, para cozinhar depois, pois mantém o sabor e não perde nutrientes. Não convém usar panela de pressão para cozinhar as lentilhas, pois o tempo de cocção já é, normalmente, baixo. Se ficar de molho, bastam 20 minutos e,de molho, é, pelo menos, o dobro do tempo.
Valor calórico: 100 gramas = 200 Kcal.

Letra J



J

Jiló:

Origem: Supostamente se originou na África, onde existe em grande quantidade e é chamado de “ovo de jardim”. Geralmente, é considerado como um legume, mas é um fruto da família da berinjela.
Modo de preparar:  Para que o jiló só deve ser preparado e consumido cortá-lo mergulhando numa vasilha com água.
Modo de consumir: Como já foi dito, o jiló só deve ser preparado e consumido ainda verde, jamais maduro, podendo ser: - frito ; - cozido; - refogado; - ensopado, ou como a criatividade culinária indicar.
Valor calórico: 100 gramas de jiló, fornecem: Cru = 38 calorias, Cozido = 52 calorias, Refogado = 99 calorias, Frito = 288.
Indicação terapêutica: Estimulante do metabolismo do fígado e vesícula biliar; Regula o aparelho digestivo; Eficaz contra a diarréia; É remineralizante; Útil contra resfriado, gripe e febres (cozido e/ou em infusão); Melhora o estado geral das pessoas enfraquecidas; Eficiente na cura das feridas na boca e da língua.
 




Letra I


I

Inhame:

Origem: Sudeste da Ásia, África, é cultivado desde a Antigüidade.
Tipos: Há vários: inhame vermelho, inhame gigante ou inhame Açu, inhame branco, inhame chinês ou inhame japonês, inhame taioba, inhame de porco ou mangarito.
Modo de preparar: Cozinhar com ou sem casca, mas o ideal, é manter a casca, pois, nutrientes como vitaminas e minerais hidros solúveis não se perdem. Após tirar a casca, deixar imerso em água com vinagre, para não escurecer. Ao cozinhar, apenas cubra com água fervente salgada. Cortado em cubos de, aproximadamente, 2 por 2 centímetros, cozinhar por cerca de 5 minutos, portanto, em sopas, não misture com cenoura, por exemplo, que demora mais para cozinhar. Ao cozinhar inteiro, verifique com o garfo se já está macio. Após esfriar, puxe a casca com faca. Cozido, pode ser fritado, refogado ou passado em manteiga ou azeite e servido polvilhado com ervas, ou das maneiras descritas a seguir.
Modo de consumir: Como sempre lembramos, as maneiras de consumir são sempre variadas, em função da criatividade culinária de cada pessoa, porém, o inhame é muito utilizado na alimentação de crianças e idosos, por ser bastante energético e para dar mais consistência a sopas em geral, e as formas mais comuns de consumo são: Ensopados, bolos (salgados ou doce), Bolinhos fritos, tortas, saladas, massas de pizza, vitamina, no vapor, pão, purê, pastas, inhoque, cozinhado, sopa, biscoito, mousse e com mel ou melado.
Valor calórico: 100 gramas fornecem 102 calorias.
Indicação terapêutica: Remove impurezas do sangue, equilibra o sistema imunológico, previne - malária, dengue e febre amarela, aumenta a fertilidade nas mulheres, auxilia possíveis distúrbios da menopausa e  Na forma de emplastro: É excelente coadjuvante no tratamento de furúnculos, abscessos, tumores, quistos sebáceos, verrugas, queimaduras (evita inchaço e dor), hemorróidas, para baixar a febre, etc.


Letra G


G

Grão-de-Bico

Origem: É cultivado na Região do Mar Mediterrâneo, desde que se começou a plantar naquela região, portanto, há muitos séculos e, de lá, espalhou-se pelo mundo.
Modo de preparo: Idêntico ao utilizado para os feijões em geral, inclusive e principalmente, deixando de molho, cerca de 12 horas – algumas pessoas adicionam bicarbonato de sódio.
Modo de consumo: É considerado um alimento quase perfeito, sendo servido de inúmeras maneiras, principalmente na culinária do Oriente Médio, podendo-se citar:
Pasta com gergelim (Tahine), chamada de Hommus bi Tahine, Cuscuz (usando também israelense), bolinhos fritos (prato de origem israelense), sopa, ensopado, salada, torta, com bacalhau (principalmente em Portugal), com vegetais (culinária indiana, vegetariana ou vega) e croquetes e como temos dito sempre, tudo o mais que a criatividade culinaria permitir.
Valor Calórico: 100 gramas de grão-de-bico cozido fornecem 115 calorias.
Indicação terapêutica:  Bem indicado para diabéticos, devido às fibras solúveis contidas em sua composição, que controla as taxas de açúcar no sangue;Diminui a taxa de mau colesterol sangüíneo; Ajuda muitíssimo no combate à anemia, devido à sua boa concentração de Ferro;Evita a hipertensão arterial; Melhora o funcionamento dos intestinos, graças também às suas fibras.

terça-feira, 4 de junho de 2013

Letra F


F

Fava:

Origem: Começou a ser cultivada na região do Mar Mediterrâneo; – na Idade Média, já era muito usada na alimentação humana. Foi trazida para América do Sul e América Central.
Modo de consumir:   Como toda hortaliça desse tipo, precisa ser colocada de molho, antes de preparar para o consumo. Usualmente, é utilizada em: - sopas; - cozida; - saladas; - purê, e tudo o mais que a criatividade culinária indicar, como já temos dito sempre aqui.
Valor calórico: Servida fresca, fornece 60 Kcal e seca 300 Kcal.
Indicação terapêuticas: A maior virtude da fava tem sido desenvolvida a partir da extração da Rutina, que é extraída da fava d’anta, na confecção de medicamentos, vitaminas sintéticas, complementos alimentares, etc. O que se constata é que o Brasil tem a maior reserva do mundo dessa árvore, e chega a produzir 1.300 toneladas de rutina por ano - 62% do mercado mundial. As principais aplicações da rutina é na senilidade, retardando o envelhecimento, além de tratar das doenças típicas da idade.

Feijão:

Origem: Oriundo da América Central, migrou para o resto do mundo, com os seus mais diversos tipos, como veremos a seguir, sendo que para a Europa, é cultivado desde o século 16. O feijão de corda teve origem na África e entrou no Brasil, provavelmente, pela Bahia, trazido pelos colonizadores.
Tipos: Branco; - Vermelho; - Frade; - Catarino; - Carioquinha; - Manteiga; - Verde; - Roxo; - de Corda.
Modo de consumir:  Cozido: Para a maioria dos brasileiros, é a maneira mais utilizada, sendo indispensável durante as refeições. Além de acompanhar o arroz, faz parte de inúmeros pratos, tais como: - feijoada; - feijão tropeiro; - tutu à mineira; - caldinhos quentes, etc.
Valor calórico: 100 gramas de feijão preto cozido fornecem 69 calorias.
Indicação terapêutica: O caldo de feijão é muito digestivo, nutritivo e muito utilizado na alimentação de crianças, dos pacientes em convalescença, e idosos. Reduz o mau colesterol, devido às suas fibras e, além disso, regula as taxas de açúcar no sangue.

Letra E

Não existe a letra D.

E

Ervilha:

Origem: Surgiu no continente europeu e numa parte da Ásia. No Brasil, deu-se melhor na região sul, inicialmente, mas depois se estendeu para a região do cerrado, onde há, no momento, maior produção do que em outras regiões do país.
Tipos: Há dois tipos de ervilha fresca que podem ser consumidos: - a ervilha-torta, da qual são usados, tanto o grão como a vagem, e a ervilha para debulhar, da qual apenas o grão pode ser consumido.
Modo de consumir: Na culinária, a ervilha tem muitos usos: - ingrediente de saladas; - recheio de panquecas; - omeletes; - tortas; - empadas; - guarnição, como acompanhamento de outros pratos.
Valor calórico: 100 gramas de ervilha fresca cozidas fornecem 80 calorias.
Indicação terapêutica: Crua: é ótimo tônico para o pâncreas; - Suas fibras solúveis, além de ajudarem no bom funcionamento dos intestinos, melhoram as taxas do mau colesterol, retardam a absorção da glicose e ainda equilibram as taxas de açúcar no sangue.

Escarola:

Origem: Surgiu na Índia e, desde a Antigüidade, já era muito conhecida pelos gregos, romanos e egípcios.
Modo de consumir: A escarola é mais recomendada nas saladas, quando os nutrientes são melhor aproveitados, mas é também muito adequada para usar em sopas, cozidos, recheio de tortas e pizzas. Por ser de fácil digestão, é muito utilizada em vários tipos de dietas, além de ser oferecida cozida para bebês e crianças.
Valor calórico: 100 gramas de escarola fornecem 20 calorias.
Indicação terapêuticas: Neutralizar a ação dos ácidos de organismo, depura o sangue, leve ação laxativa, estimulante de apetite, evita o ressecamento da pele, previne a formação de cálculos nos rins e na vesícula biliar e estimula o fígado e a vesícula biliar.

Espinafre:

Origem e Tipos: Na Ásia, surgiu o espinafre do tipo chamado verdadeiro, de folhas pequenas e redondas; da Nova Zelândia, veio o outro tipo, com folhas triangulares, folhas verde-escura, mais comumente usado. Na Idade Média o espinafre era tão popular na Europa que em épocas de escassez se utilizava as folhas de beterraba e de nabo como substitutos. Os espanhóis desenvolveram a colheita do espinafre, durante o século VIII e provavelmente o trouxeram para o resto do mundo. Durante o século XVII, o espinafre demonstrou sua popularidade sendo cozido com açúcar e usado em sobremesas.
Modo de consumir:   É conselhável utilizar todas as partes do espinafre: - flores, - folhas, - talos, na preparação de pratos variados, conforme a criatividade culinária de cada um, tais como refogados, sopas, cremes, suflês, recheios diversos (pizza, lasanha, panqueca, etc.).
Também convém aproveitar o caldo, quando for cozinhar a hortaliça, em virtude da grande concentração de nutrientes ali contida. Uma boa medida é cozinhar no vapor, usando panela própria, ou improvisar, através da colocação de uma vasilha (peneira, por exemplo) sobre uma panela maior, com água fervente.
Valor calórico: 100 gramas de espinafre cru fornecem 22 calorias.
Indicação terapêutica: Ótima indicação para pessoas desnutridas e anêmicas, combate a alta pressão do sangue, arteriosclerose e artrites, bom estimulante dos intestinos, principalmente quando ingerido acompanhado de maçã com a casca.